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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Santa Rosa da Viterbo





Santa Rosa da Viterbo OFS (Viterbo, 1233 — 6 de Março de 1252) é uma santa venerada na Igreja Católica. Virgem da Terceira Ordem Franciscana, canonizada pelo Papa Calisto III em 1457. É a santa padroeira da Juventude Franciscana.

Nasceu em uma família humilde de Viterbo, em Itália.
Afirmam seus biógrafos que desde tenra idade já manifestava experiências místicas. Viveu asceticamente e se impunha severas penitências.
Durante a disputa entre o Papa Inocêncio IV e o Imperador Frederico II da Germânia mostrou-se aguerrida defensora da Igreja.
Santa Rosa viveu na primeira metade do século XIII, em uma época de grande confrontos, de um lado surgia São Francisco de Assis, o irmão menor de todos, de outro o imperador Frederico II, o grande estadista, que governava com mão-de-ferro. Há um guerra de poderes, em um extremo o poder Espiritual, a Igreja, e de outro o mundo, o Imperador.
Não sabe-se muito bem o ano que Rosa, nasceu, alguns biógrafos situam em 1234 ou 1235. Mais, provável que tenha nascido em 1236, deduzindo-se, pois, morreu em 1253 com 18 anos incompletos. Seus pais trabalhavam em um mosteiro de Clarissas perto de sua casa, chamado São Damião. Desde cedo Rosa recebeu influência da espiritualidade Francisclariana em sua vida.
A medida que ela crescia, aumentava as suas orações. Muitas vezes passava longas horas da noite em contemplação. Durante o dia procurava os lugares onde poderia ficar em silêncio e entregar-se a oração. No dia 23 de julho de 1247, foi atacada por uma forte febre. Na sua cama de repente ajoelho-se e balbuciou o nome de Maria, ficou ali por um longo tempo, então levantou e sorriu, estava sem febre. Contou então que a Virgem lhe apareceu e lhe confiara uma missão: visitar as igrejas de São João Batista, Santa Maria do Oiteiro e São Francisco. E depois da Missa fosse pedir sua admissão na Ordem da Penitência de São Francisco - hoje chamada de Ordem Franciscana Secular.
Nesse ano a cidade de Viterbo, fiel ao Papa, caiu nas mãos do imperador Frederico II. A cidade estava nas mãos do hereges, negavam a autoridade do Papa, e o poder do Sacerdote de perdoar os pecados e consagrar. Então em oração Rosa teve uma visão do crucificado e seu coração ardeu em chamas. Rosa não se conteve, saiu pelas rua para pregar com um crucifixo nas mãos. A notícia correu toda cidade, muitos sentiram-se estimulados na fé, e vários hereges se converteram, confundia até os mais preparados.
Devido a sua pregação diária, Rosa representava uma ameaça para as autoridades da cidade, então em 1250 o prefeito assinou uma ordem, condenado Rosa ao exílio, afirmando que ela ocasionava revolta entre o povo.
Rosa e seus pais foram morar para Soriano onde sua fama já havia chegado. Nessa cidade Rosa se tornou uma verdadeira apostola, onde pregava o Evangelho a todos nas praças. Na noite de 4 para 5 de dezembro, Rosa recebeu a visita de um anjo, que lhe revelou que o imperador morreria dentro de poucos dias. No dia 13 de dezembro o imperador Frederico II, faleceu.
Com a morte de Frederico II, o poder do hereges enfraqueceram e Rosa pode retornar a Viterbo, no início de 1252. Toda região vivia em paz. Rosa humildemente pode compreender que Deus a fizera "instrumento de sua paz".
No dia 06 de março de 1252, "sem agonia", Deus a chamou, e a "santinha" morreu...

No dia 25 de novembro de 1252 o Papa Inocêncio IV, por sua Bula "Sic In Sanctis", mandou instaurar oficialmente o processo de canonização de Rosa.
O Papa Inocêncio IV mandou exumar o corpo de Rosa no dia 04 de setembro de 1257, e para a surpresa de todos, o corpo foi encontrado intacto, quase como se ela estivesse viva. Nessa altura foi transladada para o Mosteiro das Clarissas, chamado depois disso, Mosteiro de Santa Rosa.
Depois dessa cerimônia a Santa foi "canonizada" pelo povo.
O Papa Eugênio IV, e principalmente Calixto III, mandaram continuar os trabalhos do Processo de Canonização. Em 1457 o processo ficou pronto, mas Calixto III, morreu, sem que chegasse a promulgar o decreto de canonização. Curiosamente, a canonização de Rosa ficou nisso. Nunca foi oficialmente oficializada. Mas também nunca foi negada pelo Papa e pela Igreja. Podemos dizer que ela, desde o momento de sua morte, foi canonizada pelo povo.
Foi integrada ao martiriológio romano mesmo não tendo chegado a termo ser processo de canonização.
Seu corpo, incorrupto e flexível, está na Igreja de Santa Maria del Poggio, de onde todos os anos na data de 4 de Setembro é carregado em procissão pelas ruas de Viterbo pelos chamados Facchini di Santa Rosa num espetáculo monumental.
Em setembro de 1929, o Papa Pio XI, declarou Santa Rosa de Viterbo a padroeira da Juventude Feminina da Ação Católica Italiana. Desde o início da história da Jufra do Brasil, escolheu-se Santa Rosa de Viterbo como sua padroeira. A Padroeira dos jovens franciscanos seculares.
Santa Rosa de Viterbo foi escolhida para ser a padroeira da Jufra do Brasil, sua festa liturgica é dia 06 de março, o dia de sua morte, mas também pode ser comemorada no dia 04 de setembro, dia do seu translado para o mosteiro de Clarissas de Santa Rosa de Viterbo. No dia da festa de Santa Rosa, a Jufra do Brasil, comemora o DNJUFRA (Dia Nacional da Jufra).
Neste ano o dia Nacional da Jufra, no estado de São Paulo será comemorado no dia 04 de setembro.
A mensagem de Santa Rosa consistia em conversão, mudança de vida, fidelidade ao Evangelho e a Igreja, amor e paz.

Deus, nosso Pai, à medida que nos transcorrem os séculos, vemos com mais clareza a vossa ação no mundo. Na verdade, vós sou um Deus fiel e agis com força e poder dentro da história dos homens, abalados por tantas contradições. Mas vós conduzis vosso povo através dos tempos. Moveis os corações dos homens para que encontrem a paz. E suscitais, segundo as necessidades de cada época, pessoas capazes de ler as entranhas dos tempos, pessoas fortalecidas com as vossas promessas antigas, mas sempre novas.
Por isso, Senhor, hoje nós vos suplicamos humildemente; a exemplo de Santa Rosa, façamos de nossa vida um tempo de conversão, de fidelidade a Deus e de amor à paz.

Fontes:


  • BEAUFAYS, P. Ignace (O.F.M). Sante Rose de Viterbe: Propagandiste de L’A.C.. Bruxelles, Ed, du Chant D’Oiseau, 1937.
  • PLENS, Frei Urbano. Santa Rosa de Viterbo. Cadernos Franciscanos: ano VI, n. 1, fascículo 29. Belo Horizonte, 1980.
  • Clarisse del Monastero di Santa Rosa. Santuario di Santa Rosa. Viterbo, s.d.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Fraternidade realiza capítulo avaliativo em Nilópolis


Por Cláudio Santos, especial para o site


A Fraternidade Franciscana Secular da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Nilópolis experimentou outro grande momento de forte vivência com a realização de Capítulo Avaliativo anual que serviu para aprofundar ainda mais a espiritualidade franciscana secular. O momento foi de ação de graças a Deus pelo amor e misericórdia infinitos que vivenciamos na vida fraterna e pelos sucessos alcançados, fraquezas e insucessos ao longo de 2011.


O Capítulo foi um momento importante para avaliarmos não só a caminhada da fraternidade, mas os desafios e perspectivas para a vivência do carisma franciscano em uma sociedade marcada por grandes transformações, diferenças, problemas e contradições. Os irmãos debateram e aprovaram as propostas apresentadas que estarão inclusas no calendário de 2012. O Capítulo contou com a assistência frei Paulo Roberto Santos Santana, que realçou a importância do fortalecimento da identidade franciscana secular através das fontes franciscanas e a relevância de seu papel na Missão da Igreja.



Frei Paulo Santana distribui as Diretrizes de Ação Pastoral da Diocese de Nova Iguaçu e pediu ao Conselho da Fraternidade e aos irmãos um esforço para incorporar na programação da fraternidade ações que reforçassem as diretrizes como gesto de comunhão fraterna com a Igreja diocesana. Frei Paulo informou que tem trabalhado na paróquia para a valorização das datas franciscanas como forma de promover uma identidade paroquial com o carisma e sua vivência em fraternidade com os demais grupos, movimentos e pastorais.

No final do encontro, os capitulares se confraternizaram com um almoço partilhado que foi tomado com alegria e singeleza de coração. Como de costume, o Capítulo foi encerrado com o tradicional amigo oculto de cartões que divertiu e emocionou a todos. Louvemos e exultemos o Senhor que entre nós opera maravilhas!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Fraternidade Nossa Senhora Aparecida tem seis irmãos professos

Por Cláudio do Santos, especial para este site

Nilópolis (RJ) - O domingo que passou foi de grande alegria e emoção para os franciscanos seculares da Fraternidade Nossa Senhora Aparecida de Nilópolis. As fraternidades locais celebraram com entusiasmo a profissão definitiva dos irmãos da JUFRA Márcio Bernardo, Lucília Torre e Rafael Sant’Ana e a profissão temporária dos irmãos Cláudio Santos, Sérgio Libório Sales e André Luís Avelino que ocorreu durante a Santa Missa presidida pelo frei Paulo Roberto Santos Santana, ofm.


No início da celebração, frei Paulo saudou a todas as fraternidades do Regional Sudeste II presentes e em sua homilia explicou o sentido e a importância pública do rito de profissão definitiva e temporária dos irmãos da Ordem Franciscana Secular e o compromisso que assumem diante de Deus e da Igreja para o seguimento do carisma franciscano. Frei Paulo ressaltou que os votos firmados solenemente devem ser vividos com radicalidade e em espírito de pobreza, obediência e castidade, sobretudo, aos irmãos e a fraternidade e no serviço a Igreja levando com entusiasmo a Paz e o Bem ao mundo. Frei Paulo destacou que seu papel de assistente é fazer com que a fraternidade zele por sua identidade franciscana e se mantenha fiel ao carisma deixado pelo Seráfico Pai São Francisco e por Santa Clara.



Logo após foi deu-se início ao rito de profissão conduzido pelo ministro da fraternidade, Jefferson Eduardo dos Santos Machado e pela formadora Tâmara Barreto. A singeleza do rito emocionou toda a comunidade presente que ao término aplaudiu calorosamente os professos.

Os seis irmãos que se professaram escolheram como lema de profissão ‘Viver e Anunciar o Evangelho’, demonstra o desejo desses irmãos em “observar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo o exemplo de São Francisco, que fêz do Cristo o inspirador e o centro de sua vida com Deus e os homens”.

Breve história da Ordem Franciscana Secular

A Ordem dos Frades Menores (OFM) nasceu em 1210, e a Ordem de Santa Clara (as Clarissas), em 1212. Foi também nessa época que nasceu a Ordem Franciscana Secular (OFS), tendo como ideal viver o Evangelho em todos os lugares onde se encontravam. Homens e mulheres, casados e solteiros, em meio às famílias, buscando viver o mesmo ideal que tanto atraiu Francisco de Assis. A Ordem foi aprovada pelo Papa Honório III em 1221. Luquésio e Buonadona são considerados os primeiros franciscanos seculares que, segundo a tradição, foi o primeiro casal que São Francisco aceitou na Ordem Secular daquele tempo.

Hoje, mais do que nunca, os Franciscanos Seculares sentem-se comprometidos a viver o Evangelho cada dia e em toda circunstância, segundo a própria vocação e os dons recebidos. A OFS apresenta-se como uma experiência de vida cristã, partilhada por mulheres e homens sem discriminação, sendo hoje um verdadeiro exército franciscano de Deus espalhado por todo o mundo.

“A Ordem Franciscana Secular é a mais antiga forma de organização de Leigos que, guiados pela Igreja, unidos em fraternidade e inspirando-se no ideal de São Francisco de Assis, se empenham em testemunhar com a vida o Evangelho de Jesus Cristo e se dedicam ao apostolado no estado laical”. (beato João Paulo II)

terça-feira, 3 de maio de 2011

XII Caminhada Ecológica Franciscana Petrópolis - Paty


Por Frei Maffei, OFM.
No próximo dia 07, acontecerá a 12ª Caminhada Ecológica Franciscana. Tradicionalmente promovida pelas paróquias N. S. da Conceição, de Paty do Alferes, e Sagrado Coração de Jesus, de Petrópolis, juntamente com a Faculdade de Teologia (ITF) e a Família Franciscana, a caminhada ocorre anualmente no primeiro sábado do mês de maio na antiga Estrada do Facão, em plena Mata Atlântica, e tem em vista uma maior conscientização ecológica. O trajeto passa pela Reserva Tinguá e percorre 15km entre ida e volta.
Um dos organizadores do evento, Frei Wilson Batista Simão, OFM, afirma que o objetivo da caminhada “é levar as pessoas a ter um contato maior com a natureza, visto que o ser humano está intrinsecamente ligado ao meio ambiente, além de provocar nas pessoas o cuidado com a vida, compreendida em seu sentido integral”.

Por sua vez, Frei Ludovico Garmus, OFM, também da equipe organizadora, destaca que “esta caminhada, como nos outros anos, será marcada por muita alegria. A importância da caminhada ecológica franciscana está em sensibilizar as pessoas quanto ao cuidado com o meio ambiente, preservando-o”.
A caminhada, cuja primeira edição foi em 1999, tem apresentado resultados visíveis, como a redução das queimadas em Paty do Alferes, o cuidado com a questão do lixo, a preservação das matas ciliares e a corresponsabilidade para com a Mata Atlântica. Participaram da última caminhada cerca de 800 pessoas.
A concentração este ano será na Estrada do Facão, depois do Rocio, às 8h30. Para aqueles de Petrópolis sairá um ônibus da Igreja do Sagrado Coração, às 7h30. Mais informações pelo sitewww.itf.org.br ou pelos telefones: (24) 2242-6915 (24) 2485-1037.
Veja o vídeo: