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domingo, 30 de maio de 2010

Corpus Christi

tapete do ano passado
Corpus Christi (expressão latina que significa Corpo de Cristo) é uma festa que celebra a presença real e substancial de Cristo na Eucaristia.

É realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. É uma festa de 'preceito', isto é, para os católicos é de comparecimento obrigatório participar da Missa neste dia, na forma estabelecida pela Conferência Episcopal do país respectivo.

A procissão pelas vias públicas, quando é feita, atende a uma recomendação do Código de Direito Canônico (cân. 944) que determina ao Bispo diocesano que a providencie, onde for possível, "para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia, principalmente na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo." É recomendado que nestas datas, a não ser por causa grave e urgente, não se ausente da diocese o Bispo (cân. 395).


História


A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao Século XIII. A Igreja Católica sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.

O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico. Conta a história que um sacerdote chamado Pedro de Praga, de costumes irrepreensíveis, vivia angustiado por dúvidas sobre a presença de Cristo na Eucaristia. Decidiu então ir em peregrinação ao túmulo dos apóstolos Pedro e Paulo em Roma, para pedir o Dom da fé. Ao passar por Bolsena (Itália), enquanto celebrava a Santa Missa, foi novamente acometido da dúvida. Na hora da Consagração veio-lhe a resposta em forma de milagre: a Hóstia branca transformou-se em carne viva, respingando sangue, manchando o corporal, os sangüíneos e as toalhas do altar sem no entanto manchar as mãos do sacerdote, pois, a parte da Hóstia que estava entre seus dedos, conservou as características de pão ázimo. Por solicitação do Papa Urbano IV, que na época governava a igreja, os objetos milagrosos foram para Orviedo em grande procissão, sendo recebidos solenemente por sua santidade e levados para a Catedral de Santa Prisca. Esta foi a primeira procissão do Corporal Eucarístico. A 11 de agosto de 1264, o Papa lançou de Orviedo para o mundo católico através da bula Transiturus do Mundo o preceito de uma festa com extraordinária solenidade em honra do Corpo do Senhor.

A festa mundial de Corpus Christi foi decretada em 1264. O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o Papa morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada desde antes de 1270. A procissão surgiu em Colônia e difundiu-se primeiro na Alemanha, depois na França e na Itália. Em Roma é encontrada desde 1350.

A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse: ‘Este é o meu corpo...isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim’. Porque a Eucaristia foi celebrada pela 1ª vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade. Corpus Christi é celebrado 60 dias ápos a páscoa.

Nesta quinta-feira, venha celebrar conosco, estaremos na Avenida Mirandela a partir das 08:00


domingo, 28 de março de 2010

Páscoa não é fim, mas recomeço de jornada



Páscoa é sinal de mudança, passagem, se é fim de quaresma é também início de jornada, com a saída do Egito os judeus não entraram diretamente na terra prometida, não foi uma mudança radical de estado, ela marca o fim da escravidão nas terras egípcias, mas ainda exige um esforço pessoal de cada um dos judeus que saíram do Egito, é preciso ainda retirar o Egito do coração do povo eleito, pois a todo instante e a cada tropeço do caminho, recomeçavam a se lamentar e a comparar a provação do deserto, com o pouco de bom que deixaram no Egito, a cada momento jogavam sobre Moisés a saudade das panelas de carne que ficaram pra traz, existe justiça nisso? 

Até haveria se junto com as panelas de carne, lembrassem também dos açoites,das provações da própria escravidão, porém nenhum desses que se levantavam contra o Senhor e contra Moisés fala sobre a escravidão, se no Egito de fato haviam as panelas de carne no deserto eles tiveram o pão dos céus, as codornas e a água que nunca faltou mesmo se extraída diretamente da pedra; nesse sentido devemos entender a quaresma como preparação de jornada e não como fim de provação.

A quaresma equivale a escravidão no Egito e as pragas que assolaram apenas os Egípcios, todos aqueles que estavam em sintonia com a palavra de Deus passaram com tranquilidade, do mesmo modo devemos entender a morte e ressurreição de Cristo como inicio de um novo caminhar.

Só que agora podemos seguir com a mesma confiança de nossos irmãos da antiga aliança, existe ainda um caminho a percorrer, o que nos serve de consolo é a promessa de Cristo, de que não estamos sós!